segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Jogo Do Sexo | Capítulo 18

- Como assim quem sou eu? - Fiz uma careta. - Não se lembra mais de mim? Sou eu Soena. Nossa Justin, você ficou apenas um mês desacordado não dava pra esquecer alguém. Muito menos eu.

- Eu não te conheço.


- Deixa de brincadeira. - Me aproximei dele mais ele se encolheu e abaixou a cabeça, ele imaginou que eu ia bater nele. Parecia mais uma criança desprotegida.


- O que houve senhorita Soena? - Hugo entrou no quarto junto com Pattie. Olhei para eles meio triste.


- FILHO!!! - Pattie abraçou o Justin, ele se assustou um pouco. - Meu querido você acordou!


- Você é minha mãe? - Perguntou Justin encarando ela.


- Claro que sou, mais que pergunta boba é essa?


- Ah, já era de se esperar. - Disse Hugo. - Ele perdeu a memória. Infelizmente.


- O QUÊ? - Pattie ficou cara a cara com ele. - Me diga que é mentira.


- Não é.


- Mais... Foi apenas um mês.


- No momento do acidente ele bateu a cabeça, isso deve ter causado a perca de memória.


Olhei para Justin que me olhava com uma expressão confusa, esse mês parecia anos, no fim... Ele acorda com amnésia. Só pra completar minha vida, ele tem medo de mim. Ótimo, Justin Bieber não tinha medo de mim. Mais esse sim, esse tem.


- Me deixem á sós com ele. - Pediu Hugo.


Tive que sair puxando Pattie, ela não queria sair por nada. Paramos no corredor e ela se sentou em uma das cadeiras e começou a chorar alto, fiquei do lado dela encostada na parede com as mãos no bolso e uma expressão séria na face. Cada pessoa que passava eu tinha a capacidade de encarar. Estava mal, só por saber que ele perdeu a memória. Achei que poderia ser brincadeira... Mais... Não... Não era.


- Vou pegar um café. - Falei e saí em direção a cantina do hospital. Peguei um café e sentei-me sobre uma das mesas e comecei a beber meu café devagar olhando pro nada, como se para onde eu olhasse fosse algo interessante. Embora, para onde eu olhe neste momento não teria a mínima importância. Após eu terminar meu café que já á esse ponto se encontrava frio, amassei o copo descartável na mão e arremessei na cesta de lixo e me levantei. Voltei para onde Pattie estava mais ela não estava mais lá.


Caminhei-me para dentro do quarto do Justin, a porta se encontrava aberta, ele estava deitado mais estava acordado, ele olhava pela janela com um olhar fixo, nem percebeu que eu o olhava. Mordi os lábios e desviei meu olhar dele antes que o mesmo me perceba ali.


Decidi ir na sala do doutor Hugo, cheguei na porta e bati umas três vezes, ele disse um "entre" entrei e fechei a porta, vi que ele estava conversando com Pattie, neste momento me senti uma intrusa.


- Desculpem se incomodei. - Dei as costas para eles e coloquei a mão na maçaneta na expectativa de sair.


- Fique Soena. - Pediu Pattie.


- Devo?


- Sim. Deve.


Tirei minha mão da maçaneta e fui até eles, e sentei-me em outra cadeira que estava ao lado de Pattie. Hugo mexeu em seu óculos e continuou a conversa que antes havia sido interrompida por mim.


- Então dona Pattie, como eu havia dito. Se quiser pode levá-lo para sua casa, mais ele precisa de repouso. Mais antes, deixe ele ficar mais uns dias aqui. Será melhor.


- E sobre a perca de memória? - Pattie estava tremendo.


- Sobre este fato, infelizmente não há nada que eu possa fazer. Mais o importante eu e minha equipe já fizemos. Salvamos a vida dele. - Gelei.


- Mais... Quer dizer que, ele nunca vai se lembrar de quem ele realmente é? - Pattie perguntou.


- Bom... - Ele pegou uma canela e começou a girá-la nos dedos. - Claro que vai. Só que pode demorar um pouco.


- Quanto tempo? - Eu perguntei.


- Pode demorar dias... Pode demorar semanas... Pode demorar meses... Ou, até mesmo anos!


- ANOS???!!! - Eu e Pattie gritamos ao nos levantarmos espantadas.


- Ou... - Ele soltou a caneta. - Se algo acontecer que o faça lembrar de quem ele é. Talvez ele possa recuperar a memória. Apenas peso para não forçarem nada. Deixem que ele mesmo tente.


- Impossível. - Sussurrei e sai da sala. Fui até o quarto dele de cabeça baixa, quando levantei percebi que ele me olhava. Engoli em seco e entrei no quarto. - Não vou te machucar. - Falei logo antes que ele saísse correndo, o que provavelmente poderia acontecer. Já que esse novo Justin tem medo de mim.


- Desculpe, eu queria me lembrar. -Falou ele meio magoado com si mesmo.


- Eu sei. - Me aproximei e peguei em sua mão devagar. - Você vai se lembrar de tudo. Com o tempo.


- O que exatamente você é pra mim?


- Isso, e você quem vai me dizer. -Soltei a mão dele e me afastei. - Não é?


- Acho. - Ele sorriu.


- Tem medo de mim?


- Não. Naquela hora foi apenas um susto.


- Sou tão feia assim? - Brinquei.


- Você é linda! - Me aproximei dele e sentei-me em um canto da cama e passei as mãos em seu cabelo, ele me olhou sério. -Você é minha namorada não é?


- Fui por um dia.


- Como assim?


- Esquece. Não vale a pena lembrar. Tenta descansar, eu vou embora. - Fui me levantar mais ele segurou meu braço fortemente.


- Tenho medo de ficar aqui sozinho, você parece ser legal. Pode ficar aqui comigo?


- Eu...


- Por favor? - Ele implorava com o olhar, não consegui ser forte e acabei me rendendo.


- Tudo bem. Eu fico. - Sorri, e ele retribuiu.


...


- Ele perdeu a memória? - Megan havia chegado no hospital, eu tinha acabado de contar tudo pra ela.


- Sim. - Sorri sem vontade. - Pode ir na minha casa pegar algumas peças de roupas? Eu vou passar a noite aqui.


- Claro que eu posso. Não devo demorar. - Ela riu e saiu aceleradamente.


Pattie estava no quarto com o Justin e eu não quis interromper o momento deles. Então fiquei na cantina comendo alguma coisa, quando me levantei dei de cara com ela. Com Pattie.


- Obrigada por estar aqui conosco. -Disse ela, sempre gentil.


- Não precisa agradecer dona Pattie.


- Oh, que isso? Me chame apenas de Pattie.


- Tudo bem... Do... Pattie.


Rimos.


- Eu vou dar um pulinho lá em casa, você pode fazer companhia pra ele?


- Com certeza.


Ela saiu. Caminhei até o quarto dele e vi uma enfermeira com uma bandeja em mãos. Ela foi até a porta do quarto.


- Posso levar? - Pedi apontando para a bandeja.


- Claro. - Ela me estendeu a bandeja e saiu. Entrei no quarto e Justin ainda estava acordado. Fui até ele e coloquei a bandeja em seu colo e me afastei. - Coma. - Ordenei.


Ele começou a comer rapidamente, sentei em um sofá que havia num canto do quarto e fiquei olhando pra ele, e acabei pegando no sono.


...


- INCÊNDIO!!!! INCÊNDIO!!! - Ouvi a voz rouca do Justin e pulei do sofá.


- AONDE??? - Gritei e olhei pra ele, vi que ele ria da minha cara.


- Te peguei!!!!


- Engraçadinho.


- Uma menina deixou essas roupas ai pra você. - Ele apontou para as roupas que estavam em cima do sofá. - Ela não quis te acordar. O nome dela era... Era... Alguma coisa com merenda...


- Megan?


- Sim. Essa mesma.


-Tudo bem. Quanto tempo eu dormi? -Perguntei pegando a bandeja do colo dele.


- Não sei mais estava babando. -Ele gargalhou.


- Idiota. - Coloquei a bandeja em cima da mesinha e olhei pra ele.


- Eu era assim?


- Assim como? - Sentei-me do lado dele.


- Brincalhão?


- Um pouco. Não muito, como agora.


- E... Você gostou?


- Não tem como não gostar das coisas que você faz. Apesar de você ter se tornado um outro Justin... - Aproximei-me dele.


- Outro? Melhor ou pior?


- Só, diferente. - Senti a respiração dele. - Justin... - Sussurrei. - Você quer me beijar? - Falei baixo, ele olhou para os meus olhos e olhou para minha boca e suspirou.


- Eu...


Toquei de leve nos lábios dele.


- Quer ou não?


- Que-quero! - Respondeu ele olhando nos meus olhos com carinho. Deixei um sorriso escapar. E fechei meus olhos, nosso lábios estavam colados mais o beijo não havia se completado. Quando eu ia fazer esse beijo se completar Pattie entrou no quarto.


- Volteeeeei! - Voei pra cima do sofá em uma velocidade que eu pensei que eu não tinha, fiquei sem graça e sorri pra disfarçar.


- Oi mãe. - Justin nem olhou pra ela, seu olhar estava preso no meu.


- Atrapalhei alguma coisa? - Ela perguntou entre um sorriso.


- Não. - Me levantei. - Eu vou sair e deixar vocês sozinhos.


- Você vai voltar né? - Justin me olhou com aqueles olhos de bebê, o que fez eu e Pattie sorrir.


- Sim, eu volto. - Sorri e peguei minha roupa que estava em cima do sofá, resolvi tomar um banho rápido. Estou com meu corpo dolorido. Preciso de cama. Fui até a cantina pra comer alguma coisa.


Comecei a lembrar das palhaçadas desse novo Justin e comecei a sorrir sozinha.


- Oi. - Selena apareceu de mãos dadas com o Logan. Olhei pra eles e quase engasguei.


- Tão namorando mesmo? - Falei de boca cheia e eles riram.


- Ué, obvio que estamos. - Selena respondeu, já que Logan estava sorrindo para as paredes. - Quando Megan foi lá em casa pra pegar suas roupas, ela me contou do Justin. - Selena falou e eles se sentaram. -Ele tá bem?


- Sim, fora a perca de memória.


- Ele não se lembra de nada? - Logan perguntou roubando um de meus bolinhos.


- Não, de nada. Nada mesmo. -Recuperei o bolinho que ele havia tomado de mim.


- Eu até iria vê-lo, mais ele deve ter visto pessoas demais hoje. Afinal, ele acordou hoje não foi? - Selena olhou para o Logan. -Vai dormir aqui hoje Soena? - Ela olhou para mim, e Logan se inclinou e tomou novamente o bolinho de minha mão e comeu.


- Sim Logan pode ir pra casa dela e pode comer o bolinho que eu paguei com meu dinheiro, sim Selena vou dormir aqui. Então, a casa e somente de vocês. - Sorri e Logan corou enquanto mastigava meu bolinho, Selena sorriu largo.


- Eu já disse que te amo Soo? - Disse ela.


- Nem precisa.


- Desejo melhoras pro Justin. - Logan se levantou e Selena se levantou em seguida.


- O Justin tá bem. Só falta recuperar a memória.


Eles sorriram e foram embora. Continuei comendo, rindo do Justin, do susto que ele me passou com o falso incêndio. Quando acabei me levantei e dei de cara com a Pattie.


- Pode voltar pra lá, não que eu seja ciumenta. Mais ele disse que quer que você passe a noite com ele.


- Bom, e...


- E até melhor. Vou voltar amanhã bem cedinho pra ficar com ele. Ok?


- Sim, pode deixar eu cuido dele.


Ela se despediu de mim e foi embora, voltei pro quarto dele e assim que ele me viu sorriu, sentei no sofá olhando pra ele correspondendo o sorriso. Abri aquele bocão.


- Se eu tivesse ai perto de você, eu ia colocar o dedo dentro da sua boca.


- Imbécil. - Falei baixo.


- Eu ouvi!


- Vai dormir Justin. - Eu me aconcheguei no sofá, e deitei.


- Eu estive dormindo um mês sem parar, então, acho que não estou com sono.


- Mesmo assim, feche os olhos que o sono vem. - Fechei meus olhos na expectativa do sono me invadir.


- Soena, você acredita que eu possa me lembrar de quem eu sou?


- Se você acreditar eu acredito, você acredita?


- Sim, e você?


- Eu acredito, você acredita, nós acreditamos. E boa noite!


- Não dá pra você ficar acordada só mais 5 minutinhos?


- Não.


- Queria conversar com você, tô sem sono.


- E só fechar os olhos. - Minha voz estava fraca, estava com muito sono.


- Tudo bem. - Ele bufou, sorri vitoriosa. Estava quase cochilando quando ele resolveu falar.


- Soena? Tá acordada?


- Não, eu estou dormindo. - Falei com a voz bem baixa.


- Eu não consigo dormir. - Bufei e me sentei no sofá e olhei pra ele, ele me olhava sério, sorri pra demonstrar que não me irritei, me levantei e fui até ele e peguei em suas mãos. - Senta aqui do meu lado, você não vai crescer mais que isso.


Sorri e sentei do lado dele, e ia abrir a boca pra falar alguma coisa mais desisti de falar quando ele deitou sua cabeça no meu colo, passei minha mão pelo seu cabelo bagunçado.


- Eu já te fiz sofrer Soena? - Ele estava acariciado minha mão esquerda, enquanto minha mão direita estava brincando em seu cabelo.


- Esquece isso.


- Me responde.


- Não vale a pena.


- Por quê?


- Porque não vale.


- Ok, vamos fazer outra coisa. Que tal, bate bola jogo rápido?


- Tudo bem. Vai.


- Um sonho?


- Ser amada. - Falei triste, ele se calou por alguns segundos. - Continua.


- Um desejo?


- Minha tia ficar bem.


- Ela está doente?


- Ah, ela precisa fazer uma operação. Mais, ela vai ficar bem sim, se Deus quiser.


- Um animal?


- Selena. - Falei e rimos juntos.


- Quem é ela?


- Minha irmã mais velha.


- Eu conhecia?


- Sim, e muito bem.


- Um medo?


- Perder você. - Falei sussurrando, ele suspirou.


- Alguma coisa especial?


- Justin Bieber. - Respondi e ri em seguida.


- Por que você riu?


- Não sei. - Beijei o cabelo dele, o cheiro dele ainda estava ali. - Foi mal. - Ri de novo.


- Obrigado.


- Por...?


- Ficar acordada comigo. Sei que está bêbada de sono.


- Tudo bem, eu viraria a noite se for preciso.


- Então, vamos virar. Borá ficar conversando. Tipo, sei lá. Falando de alguma coisa.


- Tipo o quê?


- Me conta alguma história? Não de criancinhas pelo amor de Deus.


Ri, pensei no que falar pra ele. E decidi começar:


- Havia uma menina solitária, que mesmo sem muitos amigos conseguia se divertir, ela tinha uma irmã mais velha e uma grande amiga. Ela acabou se apaixonando pelo namorado de sua irmã, e ela acabou descobrindo que ele era um canalha, um cafajeste mais isso não evitou o amor que ela sentia por ele. E, ele havia feito uma surpresa pra ela, para ela ter sua primeira vez especial, foi algo que devo dizer maravilhoso, eles acabaram tendo uma noite incrível. Mais o conto de fadas não durou para sempre porque a irmã dela acabou descobrindo a traição. E ficou com raiva dos dois. Havia uma outra garota na história, uma que ficava com esse cafajeste, essa mesma garota inventou que estava grávida dele. Ele não acreditou, mais a garota que estava apaixonada por ele sim, e... - Comecei a chorar relembrando de tudo que aconteceu.


- Não chora, pode parar de contar se quiser. - Justin se sentou e enxugou minhas lágrimas com as costas da mão, olhei pra ele e percebi que ele também chorava. - Essa garota solitária, e você não é?


- Não!


- Mesmo?


- Não era eu. - Ele deitou novamente no meu colo e começou a alisar minhas coxas, fazendo isso para me confortar. E, ele conseguiu. Ele sempre consegue me confortar.


- Talvez, um dia. Eu termine de te contar essa história. Mais, ela e diferente de todas as outras.


- O que tem de diferente?


- Essa não tem um final feliz. - Falei triste. - Isso de "felizes para sempre" é coisa que os filmes implanta em sua cabeça. Isso não existe.


...


- Você demora pra dormir hein? - Falei sorrindo. Ele não me respondeu. - Justin? -Olhei para ele e vi que ele estava dormindo. Sai devagar da cama e coloquei o cobertor sobre ele e fui até o sofá, sentei-me nele e fiquei admirando ele dormindo. Deitei-me no sofá e fechei os olhos, dormi bem rápido. Minha cabeça começou a doer mais eu consegui dormir. Eram 3 horas da madrugada. Então, eu não dormi nada, porque acordei ás 7 horas. Abri os olhos e olhei para a cama, e á encontrei vazia. O desespero tomou conta de mim. - Justin? - Me sentei e cocei meus olhos e encarei a cama, ele não estava nela. - Justin?! - Me levantei e fui até o banheiro e nada, revistei aquele quarto por completo e não o vi. - Cadê você? - Abri a porta e sai correndo pelos corredores. Decidi procurar o Hugo, ele deve ter visto o Justin, não e possível ele ter saído assim do quarto sem ninguém ter visto, esse hospital tá cheio. - Doutor Hugo... - Comecei a chamá-lo. -Com licença, você viu o doutor Hugo? -Perguntei á uma enfermeira.


- Não, eu não vi ele ainda hoje não. -Respondeu ela.


- Obrigada. - Meu Deus, cadê esse doutor? E cadê o Justin?


Comecei a procurar por cada canto do hospital, e nada dos dois. Fui até a cantina e vi o Justin lá com as roupas normais comendo de boa como se nada tivesse acontecido. Obvio que eu bufei de raiva. Fui até ele pisando duro no chão querendo afundar o piso.


- Quem mandou você sair do quarto? -Perguntei furiosa, assim que cheguei até ele.


- Bom, o médico. Ele disse que, como eu estava melhor e não senti nada poderia receber alta. Mais ele disse também que eu teria que ficar em repouso em casa.


- E ninguém me avisa? Pensei que você tinha fugido!


- E, mais não fugi. - Ele estava comendo desesperadamente.


- Vou pegar minhas coisas. Sua mãe deve estar pra chegar. Ela vai ficar muito feliz. - Voltei pro quarto pra pegar minhas coisas. Arrumei tudo rapidamente, quando me virei para a porta lá estava ele fazendo bico me olhando. - Que foi?


- Você estava engraçada brava.


- Todos adoram minha brabeza, meu, puta que pariu! - Ri e fui até ele. - Preparado para o mundo lá fora? - Sorri ao perguntar.


- Acho que sim. - Ele fez careta.


- Vamos, sua mãe parece que se atrasou. - Saímos do quarto e fomos para a saída do hospital.


- Gosto de você Soena, muito.


- Eu também Justin. Eu também. - Olhei pro estacionamento e rangi os dentes. Sim, quem estava descendo do carro naquele instante era ninguém mais ninguém menos que Demi, que á esse ponto já deve saber que o Justin perdeu a memória e veio se aproveitar. - Vem. - Puxei o braço dele fortemente para uma direção oposta.


- O que foi? - Ele se soltou de mim. -Algum problema?


- E que...


- Jussss! - Demi gritou se aproximando. Justin virou-se pra ela, e antes que ele pudesse dizer alguma coisa ela já tinha o agarrado. Ela o beijou na boca, na minha frente, com sua falsidade suprema, isso é pedir pra morrer. Cadê aquela tesoura?





CONTINUA! 

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