segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jogo Do Sexo | Capítulo 7

Depois da revelação que eu não esperada do meu cunhado bêbado, me senti uma traidora. Sim, porque nesse exato momento estou me agarrando com ele num banheiro fedorento. E me sinto uma vagabunda desse jeito!

- Pa-para! - Segurei um gemido, sentindo a língua de Justin em meu pescoço. O empurrei de cima de mim e me afastei sem graça. Ele me olhou sem entender. Mais ele tem que saber que a namorada dele e a Selena, o amor da vida dele é a Selena, a pessoa que ele tem que beijar é a Selena. E não eu. Não a cunhada.

- Algum problema? - Ele perguntou como se perguntasse as horas.

- Tem todos os problemas possíveis. Estamos trancados, esqueceu?

- Soena, você duvida de mim?

- Pelo contrário, eu acredito em você. E isso não é legal. Você pode ficar longe de mim? Por favor? - Pedi ao ver que ele estava fazendo menção de se aproximar.

- Quando a Selena voltar de viagem... -Acho que ele estava fingindo estar bêbado. Ele se aproximou devagar. - ... vou terminar com ela.

- NÃO! - Gritei de susto e empurrei ele tocando em sua pele fria e estremeci.

- Será que é erro?

- O quê? - Estou até com dificuldade para respirar.

- Será que é erro uma pessoa ser sincera? Será que é erro eu dizer que te amo Soena?

- Não, não ama não. Volta a vida Justin! - Quase o soquei. - Seu... - Rosnei e sentei no chão e abaixei a cabeça.

- Eu sabia que você me odiava, só não sabia que odiava tanto! - Ele disse encabulado.

- Eu não odeio você. - Encarei-o e o mesmo estreitou os olhos em mim. - Tá, odeio sim. - Suspirei.

Ele veio até mim e se sentou do meu lado e ficou olhando o teto.

- O problema e que eu não tinha certeza sabe? - Disse ele. - Graças á esse jogo do sexo que nos fez se aproximar mais veio a lógica. Soena, desculpa se eu me apaixonei por você. Apenas quero que saiba que se você perder uma aposta ou desafio do jogo do sexo, não vou aceitar saber que você transará como outro e não comigo!

- Cala a boca.

- Desculpa de novo por estarmos trancados aqui dentro. Desculpa pela minha crise de ciúmes e desculpa por ter quebrado a chave.

- Daqui a pouco você vai pedir desculpas por existir. - Revirei os olhos.

- Também. Porque quem sabe se eu não existisse não te dava tanta raiva e problemas? Hum?

Mordi os lábios e fiquei muda, não há nada que eu deva dizer mais. Justin está sendo sincero demais, eu até admiro isso. Mais ele não deve terminar com a Selena pra ficar comigo. Até porque eu não quero ele. Bom... Acho que não quero. Tô tão confusa. Ele não disse mais nada, ficamos mudos. E eu até gosto desse silêncio, que me ajuda para pensar. Olhei de canto para Justin e percebi que ele estava dormindo sentado. Sorri com as palavras que ele me disse agora pouco.

- Justin? - Chamei-o e percebi que ele havia dormido mesmo. - Boa noite pra você também. - Murmurei e deitei minha cabeça no colo dele, apertei suas coxas e gemi com isso, por tocá-lo ali, tão perto de seu membro. Respirei fundo. Fechei meus olhos de leve, com um sorriso nos lábios.

[...]

AI! - Gritei sentindo algo duro bater na minha testa, abri os olhos e vi que era o cotovelo de Justin.

- Sai de cima de mim, tô todo dolorido!

Sorri e me levantei sentindo uma péssima dor no pescoço que não desejo pra ninguém. Justin se levantou em seguida batendo os dentes.

- Eu quero minha camisa. - Os lábios dele estavam roxos. Olhei no meu relógio e já eram 5:30 da manhã.

- Será que não vão abrir isso não? -Estava com nojo de estar ali, imaginem um banheiro fedorento e sujo. Argh!

Ouvimos barulhos na porta, eu me assustei e me agarrei no Justin, sentindo sua pele fria, subi o olhar para seus lábios roxos pelo frio e quis, de alguma forma esquentá-los. Justin encarava a porta que logo foi aberta revelando a cara de ressaca do Logan.

- O que faziam trancados aqui? - Ele nos encarou.

- LOGAN! - Sorri ao ver a porta aberta, ao ver o ar puro entrando. Pulei para longe de Justin e gritei com Logan. - CACHORRO!!! -Por culpa dele eu vim parar nesse lugar.

- O que eu fiz? - Ele arqueou uma sobrancelha.

- Vamos Soena! - Justin puxou meu braço. - Outra hora explicamos o que houve. -Saímos de lá e Justin pegou sua camisa e sua regata.

Montei na minha moto e o encarei entrando no carro, a cara dele estava toda amassada e não havia aquele sorriso sínico em seu rosto, havia um rosto diferente. Parecia outro Justin. Esperei ele sair e saí em seguida. Cheguei em casa e corri pro quarto, arranquei minhas roupas e vesti minha camisola rapidamente baguncei meu cabelo e me joguei na cama, assim que eu deitei a porta se abriu.

- Soena, não vai pro colégio? Menina você dorme demais!

Sorri ao saber que ela nem desconfiou que dormi fora. Fingi fazer a careta de sempre que costumo fazer de manhã. Me levantei e entrei no banheiro. Ouvi minha mãe bater a porta e gritar um "café está na mesa". Me olhei no espelho.

"Eu amo você"

Lembrei disso. Balancei a cabeça negativamente, tentando apagar isso. Terminei o que estava fazendo e fui arrumar o resto das coisas pra ir para o colégio. Sai do quarto e passei pela cozinha, peguei uma maça e sai.

- Não vai comer? - Perguntou minha mãe com as mãos na cintura.

- Não. Até mais tarde! - Sai de casa e montei na moto novamente. Encarei a maça e arremessei-a no lixo e coloquei o capacete. Segui para o colégio quando cheguei encontrei Megan no portão roendo as unhas. - Megan, hei, o que foi?

- E hoje lembra?

- Hoje o quê?

- Que vou pichar o colégio lembra? Na semana que vem será escolhido outro jogador. Tenho que fazer logo, eu já comprei as tintas.

- Tá, e as câmeras?

- Você poderia dar um jeito nelas. -Megan sorriu perversa.

- EU? Mais o que eu posso fazer?

-Você quem sabe. Esqueceu que você vai vim comigo?

- Não, eu não esqueci, conte comigo.

- AAaaiiie te adoro! - Ela me abraçou, um abraço de urso.

- Ai, eu tô dolorida para com isso caraí!

Ela se afastou me encarando de cima a baixo repetidas vezes.

- Dolorida? O que aconteceu?

Justin passou por nós massageando o pescoço. Encarei-o e Megan deu um tapa na minha bunda.

- AI. - Gritei mais de susto do que de dor. Afinal, o tapa foi de leve.

- Então quer dizer que você é o Justin andaram se encontrando né? - O olhar dela dizia "dando pro cunhado, Soena?"

- Hã? Como ousa dizer isso?

- E não foi isso não?

- Foi. Mais esquece.

- Vocês tran...

- NÃO! Megan?

- Ok, esquece isso. Vamos? - Assenti.

Entramos. Não entrei para assistir as aulas, estava sentada de baixo de uma árvore sentindo a brisa do vento tocar em minha face, fechei os olhos para melhor sentir o vento, a sensação era ótima. Ouvi barulhos de alguém se aproximando, rapidamente abri os olhos e vi Justin se sentar em meu lado.

- Não vai assistir as aulas? - Perguntei.

- Não. E pelo visto você também não.

- Aham.

- Escuta, a Megan vai cumprir o desafio?

- Vai. Hoje a noite por quê?

- Porque eu irei ajudá-las. Porque você vai vim né?

- Justin por que quer ajudar a gente? -Olhei para ele ao perguntar.

- Porque quanto mais perto de você, melhor!

Ele se aproximou de mim, se equilibrando com as mãos expostas na grama, e quando ia me beijar escutamos alguém tossir.

- Justin, Soena. Como se atrevem fazer isso com a Selena? Ela não merece isso! - Era Demi.

Me levantei e Justin se levantou em seguida.

- Não estávamos fazendo nada demais. - Justin se explicou.

- Ah conta outra Justin. Vocês iam se beijar. - Eu não entendi o porque dela estar tão furiosa com isso.

- Demi vai pra sua sala. - Justin estava se alterando.

- Estamos em aula vaga. - Respondeu ela. - E escutem uma coisa. - Se aproximou de nós.

- O quê? Escutar que coisa? - Justin grunhiu.

- Selena vai ficar sabendo, sim vou contar pra ela que VOCÊ Justin está traindo ela com a irmã. E que VOCÊ Soena está adorando cornear a própria irmã.

TAFT!

Dei um tapa na cara dela, que ficou as marcas dos meus cinco dedos.

- VAMOS VER EM QUEM ELA VAI ACREDITAR! - Eu gritei. - NA AMIGA TRAÍRA DELA OU NA IRMÃ!

Demi, essa é uma praga pra vida da minha irmã. UMA PRAGA!

Não acredito que ela falaria algo para Selena. E falar o quê? Sendo que eu e Justin não fizemos nada demais, poxa. Depois do tapa que Demi levou, saiu feito uma cachorrinha com o rabo entre as pernas. Resolvi ir embora para casa. Cheguei e subi direto para meu quarto. Pulei em cima da cama e abracei meu travesseiro. O telefone tocou. Peguei e atendi rapidamente.

- Sim?

- Hoje as onze. Não esquece!

- Ah, okay. Megan você está preparada?

- Sim, e então até mais tarde!

- Tudo bem até.

Desligamos.

Olhei para o telhado e suspirei. Pensei no magrelo. Incrível como os homens são descarados né? Como ele ousa dizer que ama a cunhada? Que cara sacana. O telefone tocou de novo. Revirei os olhos e bufei, logo em seguida atendi.

- Esqueceu de falar alguma coisa Megan? - Falei logo, pois eu sabia que poderia ser ela.

- Ou, sou eu sua irmã.

- SELENA! - Levei um susto, que quase caí da cama.

- Poxa, parece até que tá falando com o demônio.

- Abafa. Como a tia Maria tá?

- Está ótima. Mais eu liguei mesmo pra saber se estar tudo bem ai.

- Está. - Respondi seca.

- E o Justin? Não tá pegando nenhuma piriguete não né?

TA SIM, EU! MAIS EU NÃO SOU PERIGUETE SOU SUA IRMÃ!

- Que eu saiba não. - Suei frio.

- Fica de olho por mim. Porque vou demorar voltar.

- Sério? Aaah não Selena mais que bosta. - Bufei.

- Nossa, está com tanta saudade de mim?

NÃO, E PORQUE SEU NAMORADO TÁ NUM FOGO DA PORRA E QUER ME AGARRAR! Homens tem necessidades, caralho!

- Não, bom... Mais ou menos. - Ri fraco.

- Tenho que desligar a tia Maria acabou de acordar. Beijinhos amore.

-Tchau!

Finalizamos a ligação.

Bati o telefone com raiva, por que ela disse que iria demorar voltar? Me levantei e resolvi sair, preciso comprar um celular novo já que o meu eu tive a burrice de quebrá-lo no meu momento histérico. Cheguei na loja comprei um qualquer paguei e sai sem mais delongas, fiquei rindo á toa com as funções dele, o outro celular que eu tinha não era tão bom.

- Nossa que surpresa. Uma jogadora do jogo do sexo aqui? - Ouvi uma voz conhecida se estalar em meus ouvidos.

-CALA A BOCA! - Gritei dando um pulo e olhei para ele. - Cody, certo? - Sim, acabei esbarrando com o senhor esquisito no meio da rua. Ai meu Deus que gato, meu Deus! Meu Deus!

- Sim, e você é? - Ele estreitou os olhos em mim, tentando lembrar meu nome.

- Soena. - Estendi minha mão para ele. - Prazer. Bom, prazer não porque já nos conhecemos.

- Satisfação. - Disse ele sorrindo. - O prazer vem depois. - Ele piscou. - Mais agora estamos nos conhecendo melhor. - Ele pegou minha mão e beijou-a.

- Cavalheiro. - Sorri.

- E você é uma dama. - Retribuiu meu sorriso soltando minha mão. - As mais lindas damas que já vi.

- Não é pra tanto. - Eu fiquei sem graça.

- Topa tomar um café?

- Até dois ou três. Quem sabe quatro?

- Gostei de você Soo.

Arqueei uma sobrancelha com o "Soo" e seguimos para uma lanchonete. Pedimos nosso café e ficamos conversando sentados sobre uma mesa exposta na calçada.

- Cody... Aqui entre nós dois... Você poderia responder uma pergunta minha? -Estava brincando com meu copo de café de cabeça baixa.

- Sim, claro.

Olhei para ele seria e apertei meu copo.

- Quem é o criador do Jogo do Sexo? -Perguntei séria.

- Desculpe Soo, isso eu não posso contar. Mais se você seguir até o final poderá conhecê-lo.

- Custa dizer o nome do miserável? -Estava chateada.

- Infelizmente não posso dizer. E afinal, aquela Megan e sua amiga né?

- E sim. - Encarei meu café.

- E ela já pagou a aposta de pichar o colégio?

- Ela tentará isso hoje. Eu sei que ela vai conseguir. Tenho certeza. - Virei aquele copo de café bebendo tudo.

- E você está preocupada com a sua vez?

- Que foda-se tudo. - Amassei o copo que era descartável. - Não me importo se eu perder ou ganhar. Mesmo sabendo que perdendo adeus virgindade e ganhando alô um milhão de dólares. - Ele arregalou os olhos quando ouviu sair de minha boca "adeus virgindade", ele não imaginava que eu ainda sou... Virgem.

- Deixa eu te dizer uma coisa... - Sorriu. - ... eu joguei esse jogo ano passado.

- E? - Me interessei. Imaginando quantas garotas sortudas transaram com esse homem.

- Ganhei. Se estou rico e metido hoje... -Gargalhou ele. - ... foi por causa da grana do jogo.

- E, bom pra você. - Sorri falso perdendo o interesse.

- Relaxa Soo... - Ele colocou sua mão em cima da minha. - Você tem tudo pra ganhar... E só querer.

- Obrigada. - Encarei a mão dele em cima da minha.

- Oi Soena, ah oi Cody. - Justin surgiu das profundezas do inferno.

- Oi Justin. - Cody respondeu tirando a mão de cima da minha.

- Se conhecem? - Perguntei encarando os dois homens se fuzilarem em minha frente.

- Não. - Respondeu Cody. - Mais nos conhecemos melhor agora. - Sorriu largo.

- O que tanto falavam? - Justin cruzou os braços e me encarou, provavelmente querendo ouvir a resposta da minha boca.

- Não é da sua conta Biebs. - Sorri e fiz uma careta engraçada pra ele.

- Biebs? - Cody tentou não rir, mais foi em vão. - Soo isso é meio gay. - Gargalhou.

- É mesmo... - Justin concordou tomou o copo de café do Cody. - E você precisa tomar um banho.

- Eu não estou sujo. - Cody olhou para sua própria roupa ao dizer.

- Fala de novo que eu não ouvi.

- Eu não estou...

Justin virou o copo de café na cabeça do Cody.

- Ooops, foi mal. - Disse Justin, se livrando do copo descartável.

- OH MY GOD! - Gritei e me levantei e tentei ajudá-lo.

- Me larga tá tudo bem. - Cody saiu de perto da mesa.

- Me desculpe por ele Cody. - Tentava pedir, tentava concertar um pouco as coisas.

- Acontece.

- Acontece. - Repetiu Justin com a mão na boca abafando a risada.

- CODY VOLTA AQUIIIE! - Gritei batendo pé no chão brutalmente. Mais ele já estava á distância. O vi entrar no carro e sumir rua a cima.

- Acontece. - Justin repetiu de novo e soltou a gargalhada que tanto segurava.

- TRASTE! - Gritei bruta e sai de perto dele. Mais sabia que ele me seguia. Olhei por cima do ombro e percebi que ele estava me seguindo. Entrei em um bar de motoqueiros e me dirigi até o balcão.

- Oi donzela. O que vai querer?

- Nada. - Disse seca.

- Oh amor, ninguém entra aqui sem beber nada.

- E, mais eu entro. - Disse entre os dentes.

- Soena vamos sair daqui. - Justin disse do meu lado. - Não gostei desses caras que estão te comendo com os olhos. - Disse ele olhando-os.

Eu olhei os caras.

- Ah, são uns gatinhos! - Provoquei, porém eram mesmo. Um mais gostoso que o outro, puta merda! - OI TENTAÇÕES! - Gritei acenando pra eles.

- VOCÊ FICOU LOUCA??? - Justin gritou no meu ouvido.

- PUTA QUE PARIU FUDEU COM MEU OUVIDO CARALHO!!

- Viu? E bom gritar com os outros?

- Cala a boca.

Os garotos se aproximaram.

- Oi linda. - Disse o mais gostoso deles.

- Oiiie. - Respondi sorrindo imaginando aquele garoto gemendo meu nome.

- Vamos embora. - Justin apertou meu braço.

- JUSTIN ME SOLTA! - Gritei com ele.

- NÃO SOLTO! - Gritou comigo.

- Oh garoto solta ela. Não tá ouvindo?

- Não vem bancar uma de herói. -Justin me encarou. - Soena vem!

Um garoto lá empurrou Justin com brutalidade e ele caiu no chão.

- Opa, calma mano. - Disse impedindo o cara lá de terminar o serviço.

-Tá vendo só? O que dá proteger mulheres? - Reclamou Justin se levantando.

- Justin vai embora. - Falei séria.

- EU VOU. E VOCÊ VEM COMIGO! -Gritou irritado.

- NÃO VOU JÁ DISSE! - Gritei com o mesmo tom.

- Vamos ver se não. - Ele puxou meu braço.

- Larga ela seu moleque. - Falou um homem alto de óculos preto e jaqueta de couro. Outro gostoso. Socorro!

- Não largo. - Justin retrucou.

- Justin me solta. - Pedi mantendo calma.

- CALADA! VOU TE LEVAR EMBORA!

O grandão lá se irritou e deu um soco na cara de Justin.

- JUSTIN! - Gritei o vendo estirado no chão com a mão no rosto. - PÔ CARA NÃO PRECISAVA DISSO! - Corri até Justin para ajudá-lo, ao menos a levantar.

- ME LARGA! - Gritou se levantando com o olho roxo. - Quer ficar aqui? FIQUE! -Ele rosnou e saiu bravo do local. Eu obvio o segui porque por minha causa ele foi socado.

- Justin espera! - Pedia o seguindo.

- ME DEIXA EM PAZ SOENA! - Ele andava quase correndo.

- Deixa eu cuidar desse ferimento.

- ME DEIXA EM PAZ CARALHO! - Gritou bravo.

- SE VOCÊ NÃO PARAR VOU ME JOGAR NA FRENTE DE UM CARRO AGORA MESMO! -Gritei e parei de andar.

Ele parou e olhou pra mim. Sorri de canto vitoriosa e caminhei até ele.

- Vem. - Puxei o braço dele ignorando sua cara de mal.

Chegamos na minha casa e já estava tarde, meus pais nem sinal. Nem vi a hora, passei o dia todo na rua perambulando. Arrastei Justin até meu quarto e o fiz sentar na cama, sai e logo voltei com uma bolsa de gelo. Abaixei-me entre ele (no meio de suas pernas) e depositei a bolsa de gelo em seu olho esquerdo. Com isso ele fechou o olho. Mais o outro estava aberto me encarando.

- Por que fez isso? - Perguntei tentando entender. - Por que derramou café no Cody? Por que me seguiu? Por que...

- Ciúmes responde essas perguntas? -Perguntou ele fazendo careta com a dor.

- Responde. - Sussurrei. - Desculpe.

- Faz parte. - Ele sorriu e exclamou um "ai".

-Te machuquei?

- Não, tudo bem.

Tirei a bolsa de gelo, e encarei o ferimento.

- Pelo menos não está mais inchado. -Reparei e coloquei minha mão em sua coxa, praticamente na virilha eu não deveria ter feito isso. Agora, minha mão estava a centímetros de seu membro coberto.

- Soena. - Justin tirou minha mão de lá. Suspirou. Segurou minhas mãos me fazendo levantar, eu sentei-me em seu lado na cama. - Não faça esse tipo de loucura de entrar num bar de motoqueiros.

- Desculpa Justin... Eu...

-Não fala nada... - Ele aproximou seus lábios dos meus.

- Não Justin. Para. Não podemos. Não devemos. Por Deus! Somos cunhados.

- E se eu não fossemos? - Ele sorriu de lado.

- Se você não fosse meu cunhado eu... - Suspirei. - ... talvez ficava com você.

- FIQUE! - Gritou implorando com as mãos na minha cintura. Apertando-as fortemente.

Não resisti, subi em cima dele e amassei meus lábios nos seus, caímos na cama se beijando, eu mordisquei seus lábios, puxava alguns fios de seu cabelo, faltava gemer o nome dele. Senti seu membro, e algo á mais nele.

- Como eu gosto disso. - Justin sussurrou contornando as mãos em minhas costas, me arrepiando, me deixando excitada, ele desceu as mãos para minhas coxas onde apertou com força me fazendo dar um pulo. Nossas intimidades se chocaram. Ele me apertava com força e aquilo era bom. Muito bom.

- E, eu sei disso... - Sorri. - Justin... -Disse "Justin" com a voz doce e ele mordeu meus lábios, sua língua era quente e explorava cada canto de minha boca.

- Soena como você me excita! - Disse ele passando as mãos na minha bunda. Sorri entre o beijo e o senti duro.

Justin estava duro.

Duro por mim.

Se ele não fosse meu cunhado eu me entregaria de corpo e alma. Eu tentei sair de cima dele mais o desejo era mais forte. E aquela ereção não facilitava. Vê-lo duro tão facilmente assim por mim, só aumentava o meu desejo. Acabei rebolando em sua ereção fazendo ele gemer rouco de uma forma que eu não esperava.

- Quero muito você! - Ele disse com sua famosa voz sexy enquanto suas mãos se enchiam em meu quadril e apertavam com força, ele usava toda a sua força para aquilo. E eu estava perdendo os sentidos. Aquela sua ereção estava alimentando meus desejos sexuais.

Desejos sexuais nunca praticados.

Desci minha mão, tendo coragem não sei de onde. Toquei naquela ereção. Queria sentir aquela ereção que pulsava e parecia chamar por mim. Justin gemeu mais uma vez, dessa vez mais alto, eu estava completamente molhada, e só Deus sabia minhas condições naquele momento.

Justin inverteu as posições e começou a me amassar entre ele me beijando selvagemente. Voltei a sentir sua ereção que se chocou com minha intimidade. Suas mãos me tocavam de uma forma louca, apertando meus seios com força, era demais para minha mente, demais! Sua língua além de quente tinha um sabor do pecado. O pecado que estamos cometendo. Senti o membro dele roçar na minha intimidade e gemi alto entre o beijo. Seu membro pulsava entre minhas pernas. Pulsava sobre minha intimidade!

Ouvi um barulho de maçaneta sendo rodada seguinte de um "clic". Não me importei até lembrar que alguém estava entrando. PUTA QUE PARIU AGORA FUDEU GERAL!




CONTINUA! 

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