segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Jogo Do Sexo | Capítulo 23

- Soena fala comigo! - Pedia já sem força na voz, ela parecia estar morta. - ME AJUDEM POR FAVOR! - Gritei desesperado. Abracei-a unindo ela á mim, enquanto um dos pedestres ligavam para uma ambulância. Olhei para ela, neste momento eu estava mais preocupado com a vida deles. Com a vida do filho dela. - Por favor, não morre. - Pedi e uma de minhas lágrimas pingou em cima de sua testa e escorreu pelo rosto como se quem estivesse chorando era ela.

Em questão de segundos a ambulância chegou, larguei minha moto onde estava e entrei na ambulância junto com ela, não soltei de sua mão em nenhum momento, apesar da mão dela já se encontrar fria. Quando chegamos no hospital, eles não me deixaram entrar com ela no quarto, e eu tive que ficar na sala de espera. Andava de um lado á outro impaciente e preocupado. Não tive coragem de ligar pra Selena, nem mesmo para Megan. Mais tive que ligar mesmo assim, ela não pode ficar sem saber do ocorrido. Liguei rapidamente, e tive que suportar os gritos da Selena, me xingando dos piores nomes existentes.

Sentei na cadeira e passei as mãos no cabelo e suspirei, algo doía dentro de mim. Não consigo tirar da minha cabeça o fato dela estar fria, o fato dela não ter abrido os olhos. O fato dela estar andando na rua, o que ela pretendia andando no meio da rua? Se matar? Perder o filho? O que exatamente ela pretendia com aquilo? Selena e Logan chegaram desesperados no hospital. Eu me levantei assim que os vi.

- CADÊ A MINHA IRMÃ JUSTIN? -Selena estava com o rosto amassado e os olhos inchados. - ONDE ELA ESTÁ? - Logan estava segurando-a, ela queria avançar em cima de mim.

- Não tenho notícias ainda. - Falei com dificuldade.

- SEU IDIOTA, COMO PÔDE FAZER ISSO? - Gritara ela.

- EU NÃO FIZ NADA, ELA ESTAVA NO MEIO DA RUA! - Gritei tentando me defender. Mais pra dizer a verdade, eu estava merecendo ouvir aquilo.

- Fica calma Selena. - Pedia Logan. Ela afundou a cabeça no peito dele e apertou os braços do mesmo e suspirou.

- Não me pesa pra ficar calma, minha irmã foi atropelada. E pode perder o bebê.

A palavra "perder" ficou ecoando na minha cabeça, acabei dando um soco forte na parede e gritei alto, minha voz ecoou por todo hospital.

- EU SOU UM IDIOTA! UM IMBÉCIL! EU ME ODEIO! POR QUE EU TIVE QUE ATRAPALHAR A VIDA DELA??? QUE MERDA!!! - Eu gritava e socava a parede, me afastei da parede e me joguei na cadeira em minha frente, e abaixei a cabeça.

- Não entendo como a Soena continuou te amando apesar de tudo... - Selena se afastou do Logan e enxugou as lágrimas e me encarou. - Não entendo como ela não se sentia mal com tantas coisas que você fez á ela. Ela te amou... - Selena começou a chorar novamente. - Apesar de tudo... Ela te amou.

- Não fale como se ela estivesse morta. - Falou Logan se aproximando dela. - Ela não morreu, no fundo sabemos disso.

- Me sinto culpado. - Falei baixo mais eles puderam me ouvir. - Estou arrependido.

- VOCÊ SÓ SE ARREPENDE QUANDO ACONTECE UMA DESGRAÇA? JUSTIN VOCÊ É UM CRETINO!

- Calma Selena! - Exclamou Logan.

- Calma nada Logan! Eu vou falar. - Ela engoliu em seco e continuou. - Se ela morrer você vai desejar nunca ter nascido. Porque se ela morrer, isso não vai ficar barato não!

- Ela não vai morrer. Selena chega! -Logan estava nervoso.

- Justin! - Minha mãe apareceu desesperada e veio até mim. - Eu soube o que ouve, como ela está?

Não respondi, apenas pulei da cadeira e a abracei fortemente.

- Eu me odeio, e não canso de repetir isso mãe. - Comecei a chorar novamente. -Ela tem que ficar bem, ela precisa ficar bem. -Olhei para a entrada do hospital e vi Megan entrando com o Cody, Megan demonstrava dor nos olhos, Cody estava sério mais parecia chorar também.

Me afastei da minha mãe e caminhei até eles, encarei os machucados do Cody que foram causados por mim, Megan correu até Selena e abraçou-a. Cody me olhou sério e rangiu os dentes.

- Espero que fique tudo bem com ela e com o filho de vocês. - Cody falou entre os dentes.

- Megan tinha razão. Quando disse que Soena não me merecia. Aliás, ela não me merece.

- Eu sempre soube disso Justin Bieber. Eu amo ela. Eu poderia ter feito ela feliz. Eu poderia ter dado a ela todo o amor que você não soube dar.

- Eu também amo ela Cody. Mais amo do meu jeito.

- Você ama ela e mais quantas? -Cody cruzou os braços. - Se o destino dela e você... Ela vai sofrer muito.

- Tô me segurando aqui pra não terminar de quebrar tua cara! - Falei calmo e fechei os punhos.

- Faça o que quiser comigo Bieber! - Ele descruzou os braços e se aproximou de mim. - Mais cedo ou mais tarde você vai se tocar que Soena que está sobe cuidado dos médicos neste momento... Foi apenas uma aventura pra você. Você nunca amou ela... Não do jeito que eu amo. E, esse jeito que você diz amar ela... E o mesmo jeito que um dependente de drogas ama drogas. E, apenas um vício. - Ele foi para perto dos outros e eu permaneci onde eu estava.

- Justin... - Minha mãe se aproximou de mim e tocou no meu ombro, virei-me para ela. - Como assim a Soena está grávida e você não assumiu?

- E, eu não tinha certeza se era meu.

- Duvida dela? Então... Isso não é amor. - Ela franziu os lábios. - Não cometa os mesmos erros com ela.

- Enquanto eu estava com ela dentro da ambulância, segurando em sua mão fria, passavam-se imagens rápidas na minha cabeça, me senti um otário. Tava na cara que esse filho era meu, todos enxergavam isso menos eu. Eu fui um patife.

Minha mãe sorriu, o médico era o Hugo. Esse médico já estava sendo considerado da família Bieber e Gomez. Ele apareceu na sala de espera, eu e minha mãe corremos até ele. A tensão aqui era tanta. Ele apenas cruzou os braços e encarou cada pessoa.

- Quem gostaria de vê-la primeiro? -Perguntou ele.

- Ela está bem? - Megan perguntou com a voz trêmula.

- Vai ficar. - Prometeu Hugo.

-Eu preciso vê-la. - Falei e me aproximei dele. - Por favor.

- Me acompanhe. - Ele deu as costas e saiu andando. Segui-o um pouco assustado. Sinto que teremos problemas pela cara triste que ele fez. Ele abriu a porta do quarto dela e olhou pra mim. - Use palavras fáceis. Eu volto daqui á pouco. Preciso falar com vocês.

Sorri e ele saiu, entrei no quarto e fechei a porta, Soena estava acordando, ela me olhou com os olhos meio fechados.

- Soo... - Me aproximei. - Tudo bem?

- O que aconteceu? - Ela colocou a mão na cabeça. - Minha cabeça tá doendo.

- Você estava no meio da rua, e... -Suspirei. -... eu te atropelei.

Ela me olhou assustada.

- Vo-vo-você?

- Eu juro que eu não queria! - Me aproximei dela e peguei em sua mão. - Estava com medo que morresse.

- E o meu filho? - Ela me encarou. -Como está o meu filho?!

Não respondi, o médico não havia dito nada ainda. Hugo entrou no quarto e se aproximou dela, ela estava com uma aparência pálida.

- Doutor Hugo e o meu filho? -Perguntou Soena tremendo os lábios.

Hugo não á respondeu.

- Hugo ela tá perguntando. - Falei.

- Senhorita Soena... - Ele abaixou a cabeça e respirou fundo e levantou-a em seguida. - Infelizmente não podemos salvá-lo. Como você estava apenas no início da gravidez acabou complicando tudo.

-O que você quer dizer com isso? - Ela apertou minha mão fortemente. Parecia que a dor dela estava sendo transmitida pra mim.

- Você perdeu o bebê Soena.

Soena não disse nada, ela ficou mais pálida ainda, seus lábios tremiam como se ela quisesse falar algo, algo que ela não conseguia dizer. Mais sentia. Ela soltou a minha mão e encarou um canto do quarto. Eu me senti mais destruído do que se possa imaginar. É tudo minha culpa. Eu estraguei a chance da Soena ser feliz mais uma vez. Eu estraguei os sonhos que ela estava planejando com o filho dela. Eu estraguei tudo.

- Desculpe senhorita Soena. Fizemos tudo que estava ao nosso alcance. Acredite. Mais... não adiantou.

- Isso e como se fosse um aborto. - Ela falou com a voz trêmula. - Eu quero o meu filho! - Ela começou a se desesperar e o médico pegou uma seringa. - Por favor, me diga que é mentira!

- Desculpe por isso. - Ele injetou a agulha da seringa em seu braço, e tirou em seguida, os olhos de Soena começaram a se fechar aos poucos até que ela dormiu.

- Eu era o pai da criança! - Exclamei. -Eu chamei meu próprio filho ou filha de desgraça. Eu sou um monstro. - Passei minha mão na testa suada dela e respirei fundo. - Estraguei demais a vida dela.

- Senhor Bieber, deixa ela descansar. O que eu dei a ela foi um calmante. E, talvez não possa ser boa coisa ela acordar e te encontrar aqui no quarto.

- Tem razão. - Me afastei dela e enxuguei minhas lágrimas. - Eu vou sair. Com licença. - Sai rapidamente do quarto, passei pelo corredor trombando em todos, cheguei na sala de espera e todos me olharam preocupados. Corri até minha mãe a abracei-a, ela era meu único alicerce nesse momento. - Ela perdeu o bebê.

- O QUE?! - Todos gritaram, e eu pude perceber o olhar de mágoa da Selena olhando para mim.

- É tudo minha culpa... - Me afastei da minha mãe e olhei para todos. - Eu fui o culpado.

- ASSASSINO! - Selena veio na minha direção e me deu um tapa forte. - Ela poderia mudar a vida dela com a criança! Você sempre fez inferno! Você estragou a vida dela! Eu te odeio!! - Ela me deu outro tapa.

- Foi um acidente. - Megan falou. -Nenhum dos dois teve culpa.

- Soena estava atormentada com o fato de Justin não ter acreditado que o filho era dele, e Justin também estava atormentado porque não sabia se era o pai ou não. No fim, o erro foi dos dois. - Começou Logan com os braços cruzados. - Erro da Soena por não contar da maneira correta, de não explicar corretamente. E, erro do Justin que não soube tentar entender ou acreditar na mesma.

- Ela está dormindo agora, eu vou embora. - Assim que terminei de falar sai correndo do hospital, comecei a andar de volta pra casa, voltava a pé mesmo. Até que passou um casal por mim com um bebê no colo, eles se sentaram em um banco e começaram a conversar com a criança que aparentava ter 5 meses. Parei para observá-los.

- Olha, você tem os olhos do papai. -Falou a moça.

- E tem a sua beleza . - Completou ele.

- Eu amo voxê lindinha. - A moça sorriu e beijou a ponta do nariz da pequena.

Eu me aproximei lentamente deles e parei em frente os mesmos, eles me olharam confusos.

- Posso segurá-la? - Pedi com os braços abertos.

- Quem garante que não vai roubar minha filha?! - A moça perguntou já se desesperando.

- Eu nunca faria isso. - Sorri e cruzei os braços. - A mulher da minha vida acabou de perder o bebê, cujo era meu também. - Torci a boca. - Por minha culpa. - Eles me olharam interessados no assunto. - Eu não acreditei que fosse meu e sai pela cidade atordoado, e acabei atropelando ela de moto. Eu não queria. Mais aconteceu. - Fechei os olhos esperando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto já molhado. - Como se isso fosse o destino. - Abri os olhos e olhei a menina que me olhava com um olhar triste. - Todos têm seus erros, e também seus acertos. Basta apenas compreender. - Coloquei as mãos no bolso. - Chamei meu próprio filho de desgraça, e agora ele e como se nunca tivesse estado dentro dela. - Abaixei a cabeça. - Nunca pensei que doeria tanto.

- Não e assim que as coisas são, elas apenas acontecem. - Exclamou o homem. Olhei pra ele e percebi que ele estava emocionado com minhas palavras, a moça em seu lado também chorava.

- Desculpe eu atrapalhar o passeio de vocês, eu vou indo. - Dei as costas quando a moça me impediu de completar meu passo.

- Quer segurá-la moço? - Virei-me pra ela e ela estava em pé com a menina em seu colo, me aproximei delas e abri os braços. Peguei-a e soltei um sorriso, ela começou a brincar com o meu cabelo e a puxar minha corrente. - O nome dela e Tori. - Falou a mulher e sorriu. - Minha gravidez foi arriscada. Eu quase morri, o médico disse que ou morreria ela ou eu. - Olhei para a mãe da Tori que enxugava as lágrimas. - Mais Deus foi bondoso é, deixou que eu vivesse pra educar, criar, amar e dar tudo que tivesse ao meu alcance pra ela.

- Ela é linda. - Sorri. ela começou a chorar, tentei fazê-la parar mais não consegui, a moça pegou ela do meu colo e neste estante ela parou o choro. - Talvez, eu não seria um bom pai. - Me afastei devagar. -Isso foi um castigo que eu mereci por ter xingado um ser que nem sequer veio ao mundo... - Dei as costas para o casal. - E nunca mais virá. - E fui embora enquanto o casal permaneceu no mesmo lugar emocionados com o que contei á eles.

Quando cheguei em casa, abri a porta e entrei e bati-a. Me joguei no sofá e fiquei encarando o teto. Como eu queria voltar no tempo, e ter feito mudanças na vida dela. Em, ter á feito feliz. Pelo menos tentar. Agora, eu sei que ela nunca mais irá me perdoar. Por minha culpa ela perdeu o filho. E isso não merece ser perdoado. E jamais esquecido.

POV. SOENA

Abri os olhos um pouco com dificuldade e olhei para todo o quarto e encontrei Selena chorando num canto.

- Sel-ena? - Falei com a voz fraca, minha garganta estava seca.

- Soena?! - Ela correu até perto de mim. - Soo... - Ela me abraçou e começou a chorar. - Eu sinto muito, isso deve ser doloroso demais. O primeiro filho, e perder ele assim.

Tentei acalmá-la. Sendo que eu não conseguia nem ficar calma. Como posso acalmá-la?

- Pode pegar um pouco d`água pra mim? - Pedi.

- Claro. - Ela se afastou e pegou a água e me entregou. - Aqui.

Me sentei e bebi rapidamente, parecia que continha espinhos nessa água, descia cutucando, rasgando, doendo minha garganta. Talvez, seja a dor de perder um filho. E... talvez, que a dor seja maior por saber quem foi o causador.

- Você acha que foi de propósito? -Perguntei após afastar o copo da minha boca. - Acha que ele me atropelou por que quis?

- Não. - Ela tomou o copo da minha mão e colocou em cima da mesinha e em seguida me olhou. - Se fosse de propósito ele não estaria tão arrasado. Eu... Acabei chamando ele de assassino.

- Onde... - Engoli em seco. - Onde ele está?

- Deve ter ido embora. Ele estava mal.

Coloquei minhas mãos sobre minha barriga, e senti que meu filho não estava mais aqui, comecei a chorar novamente. E tentei me levantar mais Selena impediu.

- Selena me deixa sair daqui!

- Vou falar com o médico, enquanto isso vou pedir pra dona Pattie ficar contigo. -Ela saiu do quarto e eu suspirei.

Em questão de segundos Pattie entrou no quarto limpando o rosto com as costas da mão.

- Que pior maneira de descobrir que eu teria um neto. - E se aproximou de mim. - Vai ficar tudo bem querida.

- Fala pra ele... - Encarei-a. - Fala pra ele que eu não o odeio. - Ela me encarou. -Apesar de tudo eu ainda o amo.

- Isso e a coisa mais linda que alguém já fez e disse pelo meu filho. - Ela passou as mãos no meu cabelo e beijou a minha testa. -Tudo vai se acertar.

Hugo entrou no quarto junto com a Selena.

- Pronta pra ir embora ou deseja ficar mais um tempo aqui?

- Não, eu quero ir embora! - Quase gritei. Ele sorriu.

- Dona Mallette, ajude ela a levantar. -Pediu ele.

POV. JUSTIN

Andava por todos os cômodos da casa com a cabeça além do que eu posso pensar, preciso falar com a Soena. Preciso pedir desculpas antes de ir. Sim, eu decidi sair da vida dela para sempre. Ele deve sentir muita dor em olhar pra mim e relembrar o que eu fiz. Olhei para a porta e vi minha mãe entrando.

- Mãe? - Fui até ela.

-Ela foi para casa. - Ela jogou a bolsa em cima do sofá e olhou pra mim. - Caso queira vê-la.

Não pensei duas vezes e sai correndo de casa, cheguei na casa dela e nem bati, abri a porta rapidamente.

- Justin?! - Cody, Megan, Selena e Logan falaram ao me verem.

- Onde ela está? - Perguntei ofegante.

- No quarto. - Respondeu Megan. - Ela pediu pra ficar sozinha.

Fui em direção a escada mais Cody me barrou.

- Sai da minha frente! - Falei entre os dentes.

- Preciso te contar uma coisa. - Disse ele.

- Agora não! - Empurrei ele e subi os degraus e fui até a porta do quarto dela e abri, vi ela sentada na cama de cabeça baixa brincando com os dedos. - Soena?! - Ela olhou pra mim, eu ia falar alguma coisa mais ela se levantou rapidamente e me abraçou. Não entendi muito bem. - Soena... Sei que pedir desculpas não vão apagar o que eu fiz. Então lhe farei um favor. - Empurrei ela de leve pra longe de mim. - Vai doer em mim, mas preciso sair da sua vida.

- Justin?

- Eu não quero que sofra. Quero que seja feliz, e se você estiver feliz eu ficarei bem onde quer que eu esteja. - Ela começou a chorar. - Meu amor... - Sorri. - Não chora. -Eu beijei o rosto dela bem na hora que uma lágrima escorreu. Acabei sentindo o gosto salgado de tua lágrima.

- Não fale isso! - Ela segurou minha mão. - Não saia da minha vida desta forma, não assim, não desse jeito!

- Adeus! - Me afastei dela e sai do quarto.

- JUSTIN! - Ignorei, passei pela sala onde se encontrava todos e abri a porta. -JUSTIN!!!! - Ela desceu os degraus e me encarou, virei-me pra ela meio triste.

- Eu preciso ir. - Afirmei.

- PARA! - Cody gritou chamando a atenção de todos. - Acho que a palhaçada acaba aqui!

- Que palhaçada? - Selena perguntou.

- O jogo. - Ele olhou pra Soena e em seguida pra mim.

- Jogo? - Repeti.

- O Jogo do Sexo foi uma farsa! Nuca existiu dinheiro algum, e nunca vai existir!

- Quê?! - Todos se espantaram.

- E, queriam tanto saber quem é o criador... Pois que se dane eu vou falar agora. - Ele suspirou. - Selena... Soena... A tia de vocês Maria é a criadora do Jogo do Sexo. E, ela nunca esteve doente. Foi tudo um plano, desde o ano passado ela deu início á esse jogo para unir Selena com o Logan. E reiniciou este ano para unir Soena com o Justin. O Jogo do Sexo foi apenas um meio que ela teve para tentar fazer as sobrinhas felizes. O Jogo do Sexo foi, e é uma farsa! -Gritara ele.

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